Vacinas particular ou SUS ? entenda a diferença.

Atualizado: 19 de Ago de 2019


Muitas pessoas questionam qual a diferença entre as vacinas da rede pública e as vacinas da rede privada. Esse é um questionamento de altíssima relevância tanto no quesito saúde e quanto no financeiro. A Smart Consulta te esclarece essas informações, sempre pensando nos benefícios para a saúde, na proteção e na redução de efeitos colaterais.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 2 a 3 milhões de mortes a cada ano são evitadas pela imunização e, esta, garante ser um dos investimentos em saúde com um melhor custo-benefício para o mundo. Isso quer dizer que as vacinas proporcionam um ótimo resultado de prevenção a baixo custo, quando comparadas com outras medidas, o que é muito relevante, principalmente nos países sem condições adequadas para realizar diagnóstico e tratamento de doenças.

A maioria das vacinas protege cerca de 90% a 100% das pessoas. A não proteção se deve a muitos fatores, alguns estão relacionados com o tipo da vacina, outros, com o organismo da pessoa vacinada que, provavelmente, não produziu a resposta imunológica correta. Quanto à segurança, é importante salientar que toda vacina, para ser liberada para a população, passa por um rigoroso processo de fiscalização realizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esse órgão, regido pelo Ministério da Saúde (MS), analisa os dados das pesquisas, realizadas ao longo de mais de uma década, e que demonstram os resultados de segurança e eficácia da vacina obtidos em estudos com milhares de humanos voluntários de vários países. A intenção é, sempre, garantir que o produto seja eficaz para prevenir determinada patologia sem oferecer riscos à saúde.

Atualmente, existem dois tipos de vacinas, as atenuadas e as inativadas. São classificadas como atenuadas aquelas que contêm agentes infecciosos vivos, mas extremamente enfraquecidos. Já as vacinas inativadas usam agentes mortos, alterados, ou apenas partículas deles. Todos são chamados de antígenos e têm como função reduzir ao máximo o risco de infecção ao estimular o sistema imune a produzir anticorpos.

As vacinas atenuadas podem produzir condições semelhantes às provocadas pela doença que previne (como febre, moleza, dor no corpo, entre outras). Quanto às vacinas inativadas, o que fazem é enganar o sistema imune, pois este acredita que o agente infeccioso morto, ou uma partícula dele, representa perigo real e desencadeia o processo de proteção. São vacinas sem risco de causar infecção em pessoas imunodeprimidas ou em gestante e seu feto.

Essa é a primeira diferença entre as vacinas do SUS e do serviço privado. Aquelas disponibilizadas pelo Sistema Público são atenuadas por isso apresenta mais efeitos colaterais em relação as vacinas das redes particulares que são inativadas. Exemplo dessa é a vacina DTP/Hib acelular que é uma das mais indicadas da rede particular. A vacina protege contra Difteria, Tétano, Coqueluche e Haemophilus tipo B, a mesma está disponível no Posto de Saúde, porém apresenta mais chances de efeitos adversos como febre, sonolência, irritabilidade, vômito, dentre outros.

Além disso, a vacina DTP/Hib acelular é associada à vacina contra a poliomielite que também pode ser associada à Hepatite B, combinação essa chamada de Hexavalente. Dessa forma, o bebê recebe menos “picadas” de agulhas, já quem existem inclusos vários antígenos em uma mesma vacina.

A vacina Meningocócica B que está disponível, hoje, apenas em clínicas particulares, protege contra a meningite bacteriana causada pelo meningococo B. Além desta, há na rede privada a Meningo ACWY. também exclusiva desse sistema, indicada após 1 ano de idade e protege contra mais quatro tipos de meningites bacteriana. O SUS disponibiliza somente a Megingo C contento antígeno apenas de um tipo. A meningite pode ser causada por bactérias, vírus, fungos, parasitas, ou também, por processos não infecciosos. Analisando a Saúde Pública, as meningites bacterianas são as mais preocupantes, pois têm potencial para causar surtos e consequências graves. No Brasil, essa doença é considerada endêmica, o que significa que novos casos são esperados ao longo de todo o ano.

Outra vacina presente também somente na rede privada é a Pneumocócica 13. No Posto de Saúde, existe a pneumo 10 que protege contra 10 tipos de sorotipos, ou seja, 70% das doenças graves em crianças. Entretanto, essa vacina na rede privada, possui maior proteção, já que são 13 sorotipos prevenindo cerca de 90% das doenças graves. Essas vacinas protegem contra as doenças pneumocócicas invasivas (pneumonias bacteriêmicas, meningite, sepse e artrite) e não-invasivas (sinusite, otite média aguda, conjuntivite, bronquite e pneumonia).

A vacina contra o rotavírus está presente nos dois sistemas. Porém, a rede pública disponibiliza a vacina monovalente que protege somente contra 1 tipo de vírus causador da doença gastroenterites, já a rede privada possui a vacina pentavalente que protege contra cinco tipos dos vírus que causam gastroenterites nos bebês.

A varicela, ou seja, a catapora é ofertada pelo SUS. Essa vacina junto à imunização contra Sarampo, Caxumba e Rubéola acontece aos 15 meses de vida. Na rede particular, esse produto pode ser adquirido separadamente, podendo o médico adiantar a dose, caso a criança esteja em meios de alto risco de contrair a doença.

A vacina contra a Herpes zoster e Dengue está disponível somente na rede privada. Quase todo adulto que teve catapora apresenta risco de ter herpes zóster. O risco aumenta com a idade, principalmente após os 50 anos. Estima-se que, na população em geral, o risco de desenvolver herpes zóster seja de cerca de 30% durante toda a vida. Nas pessoas com 85 anos, calcula-se que uma em cada duas terá essa doença. Já a vacina contra a Dengue é recomendada pela OMS que seja feito um teste antes da aplicação, visto que a imunização deve ocorrer apenas quando há confirmação de que o paciente já foi exposto ao vírus.

Dessa forma, é interessante atualizar o cartão de vacinas periodicamente com tais antígenos exclusivos da rede pública afim de garantir maior proteção com as diversas patologias. Um dos locais provados que garantem total segurança e qualidade na aplicação de vacinas é na farmácia. Visto que, o profissional farmacêutico ganhou mais espaço na execução desse serviço em 2014 a partir da publicação da lei nº 13.021/2014, em que farmácias e drogarias deixaram de ser apenas um ponto comercial e se transformaram em unidades de saúde com prestação de assistência farmacêutica. Depois desta, foi publicada em 2017 a lei nº 197 da ANVISA que legalizou a aplicação de vacinas dentro de farmácias e drogarias. A atuação destes profissionais foi regulamentada pelo CFF através da Resolução nº 654/2018, no qual estabelece critérios para a atuação do farmacêutico na imunização, proporcionando ao farmacêutico todo suporte técnico e científico para o desempenho de um excelente trabalho.

A Smart Consulta, franquia de Consultório Farmacêutico, dentre seus inúmeros serviços, possui também, o serviço de vacinação. Tal atividade é realizada em um ambiente privado e confortável com toda estrutura adequada a legislação vigente. Neste local o farmacêutico executa uma triagem no paciente, analisa o cartão de vacinas, orienta sobre o momento certo para a aplicação de cada vacina, descreve a composição destes antígenos, características, interação medicamentosas e os efeitos adversos da vacina, auxiliando assim o cliente na decisão de forma consciente sobre a aplicação da vacina. Esse procedimento proporciona um diálogo acolhedor ao paciente que irá se se sentir seguro e confiante no atendimento do profissional.



Fernanda Afonso | Farmacêutica Clínica| Consultora administrativa e implantação


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